Em situação de incêndio, baixa condutividade térmica do material garante comportamento previsível às estruturas de madeira engenheirada.

Leveza, resistência e precisão estrutural são características inerentes à madeira engenheirada Urbem, sistema construtivo versátil e inovador empregado na construção de grandes edifícios em várias partes do mundo. A dúvida da maior parte dos profissionais, no entanto, é sobre o desempenho da madeira se for submetida a altas temperaturas. A boa notícia é que ela tem um comportamento previsível, o que garante que as estruturas não entrem em colapso.

Segundo instruções técnicas do corpo de bombeiros, os elementos estruturais e de compartimentação dos prédios, em situação de incêndio, devem possuir resistência suficiente até a saída segura das pessoas do local e o acesso da equipe de salvamento. E a madeira engenheirada atende a estes requisitos. Tanto os painéis de CLT (Cross Laminated Timber) quanto as vigas de MLC (Madeira Lamelada Colada) apresentam boa resistência a temperaturas elevadas, graças à baixa condutividade térmica da matéria-prima.

Para entender melhor, o princípio é o seguinte: quando os elementos de madeira são expostos ao fogo, uma camada superficial de carvão recobre a superfície, agindo como uma espécie de isolante que impede a saída de gases inflamáveis e a propagação de calor para o núcleo da madeira. Consequentemente, a velocidade no aquecimento e a degradação do material acabam sendo mais lentos, aumentando-se a capacidade de sustentação das cargas do edifício.

É igualmente importante acrescentar que altura da edificação não tem relação com a segurança no caso de incêndio. Um prédio estruturado com madeira engenheirada pode ter mais de 20 andares, por exemplo, e ser extremamente seguro. Independente do material (madeira, aço ou concreto), o que vale é a qualidade do projeto em si, a capacidade técnica dos profissionais envolvidos na obra, a procedência dos materiais e, claro, a eficiência do sistema construtivo adotado.

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