Segundo último relatório da ONU Environment, publicado em dezembro de 2019, o mercado da construção civil nunca poluiu tanto quanto agora. O estudo mostrou que o setor é responsável por mais de um terço (39%) das emissões anuais de carbono vindas de fontes energéticas, o índice mais alto desde que as análises foram iniciadas.

Um edifício se torna poluente na forma como utiliza energia, com sistemas de iluminação e aquecimento, e também no momento de sua construção. Apenas as atividades nos canteiros representam um quarto de todas as emissões de carbono produzidas ao longo da vida útil do prédio. Mais ainda, enquanto novas tecnologias podem melhorar a eficiência energética de uma edificação ao longo do tempo, os danos causados durante as obras são permanentes.

Daí a importância de pensarmos em métodos construtivos mais sustentáveis. Segundo a organização internacional Architecture 2030, mais de 6 bilhões de novos metros quadrados são construídos anualmente. Enquanto materiais como concreto e aço emitem uma enorme quantidade de carbono durante sua produção, as árvores o absorvem ao longo da vida. Quando transformadas em madeira engenheirada, esse carbono é “sequestrado”, ou seja, retirado da atmosfera. É importante lembrar que a madeira é o único material capaz de realizar esse processo ao longo de toda sua vida útil.

Estudos indicam que um metro cúbico de madeira pode armazenar mais de uma tonelada de dióxido de carbono. Vale também mencionar que a madeira engenheirada é uma das poucas fontes renováveis e biodegradáveis usadas no setor construtivo, além de seu manejo e transporte ser bem menos agressivo ao ambiente do que outras matérias primas.

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