Amata Brasil 13/04/2021

Quem tem mais poder de pressão ambiental, o consumidor ou o investidor?

Nos últimos meses, é fácil perceber que o mercado financeiro se tornou a principal força a agir sobre a mudança de mentalidade nas empresas para que se tornem mais sustentáveis. Gestoras de recursos buscam filtros para incorporar essa preocupação na seleção de ativos e empresas definem metodologias para implantar e manter boas práticas. Se antes o objetivo dos investidores era apenas o lucro, hoje precisam entregar mais do que isso. O diferencial competitivo pode estar justamente na possibilidade de criar benefícios sociais e ambientais a partir das atividades principais.

Conforme gestores e empreendedores mudam sua forma de encarar o mundo, o consumidor começa a se alinhar a essas transformações. Em vez de buscar apenas preço e praticidade, os valores atrelados à marca começam a pesar na hora de escolher produtos e serviços. Pouco a pouco, as pessoas se tornam cada vez mais atentas e mais conscientes da importância de empresas se comprometerem com práticas que valorizam o meio ambiente e a sociedade como um todo. Em muitos casos, já dão sinais de estarem dispostas até mesmo a pagar mais caro por isso. 

A pesquisa “Mudanças climáticas: a percepção dos brasileiros”, feita pelo Ibope Inteligência em parceria com o Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS Rio) e o Programa de Comunicação de Mudanças Climáticas da Universidade de Yale, dos Estados Unidos traz um dado revelador sobre a leitura dos consumidores sobre o papel das empresas. Para 32% dos entrevistados, cabe a elas a responsabilidade sobre as mudanças climáticas e 95% afirmam já sentir o impacto dessas mudanças. O varejo e os canais de contato direto com o consumidor vêm se tornando um ambiente de estímulo à compra consciente e ao engajamento socioambiental.

É nisso que acredita o Sistema B, rede global da qual a Amata faz parte desde 2016 e que reconhece e incentiva cada vez mais empresas a serem parte de uma ampla transformação. Está baseado na defesa do tripé do ESG, ou seja, atendendo a critérios ambientais, sociais e de governança. A ideia é estabelecer metas, políticas públicas e projetos que respeitem a natureza e tragam mais qualidade de vida para as pessoas, redefinindo o capitalismo e trazendo valores que vão para além do lucro, como equidade, inclusão e preocupação com um futuro mais sustentável. 

Ao ajudar as empresas a compreenderem seu impacto socioambiental, o Sistema B também acelera a mudança de mentalidade dos consumidores. O poder de decisão de

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