Amata Brasil 18/03/2021

Nova lista de bilionários verdes liderada por Elon Musk mostra potencial das fontes de energia alternativas

Pelo segundo ano consecutivo, a Bloomberg, grupo de mídia especializado em economia e negócios, divulgou a lista dos “bilionários verdes”, elencando apenas quem enriqueceu com empresas cujo core business é reduzir a emissão de gases de efeito estufa. O levantamento reúne executivos do mundo todo que viram na sustentabilidade uma oportunidade de negócios. 

Considerando as dez primeiras posições, a soma é de US$ 327 bilhões, bem maior que os US$ 61 bilhões do ano passado, primeiro ano em que foi feito o levantamento. Elon Musk, da Tesla, é o primeiro da lista, com uma fortuna que cresceu 622% no ano passado, atingindo US$ 199,2 bilhões.

A grande surpresa do levantamento é a China, que responde por nada menos do que 80% das fortunas listadas. A expansão da indústria verde chinesa deve se acelerar ainda mais com a promessa do presidente Xi Jinping feita em setembro de atingir a neutralidade de carbono até 2060. Os resultados indicam a pujança do país asiático como hub de soluções limpas.

Com a energia solar e eólica e novas gerações de baterias, empresários do mundo todo se fortalecem como alternativa para enfrentar a inércia que compromete o combate dos problemas climáticos. O aumento das emissões é, em grande parte, fruto da negligência de setores produtivos e governos. 

O ex-presidente Donald Trump, por exemplo, fez os Estados Unidos abandonarem o Acordo de Paris, que visa diminuir a emissão de gases estufa, e foi duramente criticado. Durante seu mandato, Trump também anulou a lei que tinha como objetivo combater as mudanças climáticas. Com a chegada de Joe Biden à presidência e novos planos para reduzir as mudanças climáticas, a União Europeia e a China ganham impulso para seguirem adiante com esse movimento. Segundo a Bloomberg Green, ambas se comprometeram com políticas sustentáveis, e a União Europeia está desenvolvendo um Acordo Verde. Nove das dez maiores economias globais terão metas de emissão zero para os próximos anos, sinal de que a pressão das fortunas verdes tem potencial de contribuir para que nações inteiras melhorem seus desempenhos em sustentabilidade.

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