Em visita à AMATA, fundadores da empresa austríaca falam sobre as vantagens da tecnologia usada como elemento estrutural nas edificações

 

 

Parceira da AMATA no Brasil, a austríaca KLH nasceu em 1997 de uma iniciativa entre os sócios Wolfgang Weirer e Heimo de Monte, com o propósito de utilizar a madeira como elemento estrutural na construção civil – tecnologia até então não empregada em edificações. De uma pequena serraria, a empresa fez seu primeiro projeto ao norte da Itália e, na sequência, expandiu seus negócios para todo o mercado europeu. Com projeções mundiais, a KLH se tornou a primeira companhia do mundo a fabricar o CLT (cross laminated timber), registrando, atualmente, uma capacidade de produção anual de 150 mil m³. 

O crescimento frenético é resultado do sucesso dos empreendimentos iniciais construídos com madeira engenheirada. “O marco foi o edifício Murray Grove, em Londres, Inglaterra, o primeiro a utilizar a tecnologia. Outro exemplo é o Forte Tower, em Melbourne, Austrália”, lembra Weirer, durante a entrevista exclusiva, gravada na sede da AMATA, em São Paulo.

Heimo, cofundador da KLH, comentou as vantagens do uso da madeira em meio à busca por sustentabilidade na construção – preocupação constante da Europa. Segundo ele, a tecnologia representa uma excelente oportunidade para a construção civil brasileira, tendo em vista que se trata de um sistema construtivo industrializado, ou seja, pré-fabricado. “É um material limpo e que possibilita velocidade na execução do projeto. Você pode iniciar a construção de um apartamento pela manhã, e tê-lo pronto ao fim da tarde”, diz.

A fase projeto, de acordo com os profissionais, deve ser extremamente minuciosa, já que os elementos pré-fabricados chegam prontos para a montagem no canteiro de obras. “Isso implica em precisão no cálculo estrutural, no projeto arquitetônico em si, e também nos shafts para a passagem de tubulações elétricas e hidráulicas”, destacam.  

Diante das diversas vantagens enumeradas, Heimo de Monte considera a madeira o novo material para a construção civil no mundo no próximo século, e conclui: “Espero que seja também para o Brasil”.

 


*Crédito de imagem: KLH

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