20/08/2021

Construção modular acompanha contexto global e se torna tendência entre incorporadoras

A fabricação modular não é nova, mas se torna uma alternativa cada vez mais forte para contribuir com o desenvolvimento da arquitetura e da construção civil no século 21. A técnica promove uma revolução no canteiro de obras, que passa a ser apenas um local de montagem de peças e estruturas fabricadas industrialmente a partir de recursos tecnológicos de última geração. Com isso, é possível minimizar custos, reduzir o tempo das obras, aumentar a segurança dos colaboradores no canteiro de obra e os cuidados com o meio ambiente. Segundo o relatório da consultoria McKinsey & Company de 2019, a construção modular tem capacidade de acelerar o processo construtivo em até 50% com uma redução de custo global de 20%. De acordo com Steffen Fuchs, sócio da McKinsey, “A fabricação modular nos permite ser mais eficientes e aumentar a produtividade do trabalho de construção”. 

Um dos materiais com maior potencial de favorecer a construção modular é a madeira lamelada cruzada, chamada Cross Laminated Timber, ou apenas CLT. Por sua alta resistência e versatilidade, o CLT se apresenta como uma alternativa mais sustentável e eficiente em relação ao aço e ao concreto, especialmente pela baixa emissão de carbono de seu processo produtivo e a possibilidade de zerar o desperdício de materiais durante a obra. Basta aos profissionais articularem corretamente as peças e assim erguer edifícios multipavimentos em poucos dias.

A perspectiva de reduzir prazos e se valer de métodos construtivos menos agressivos para o ambiente têm levado diversas incorporadoras ao redor do mundo a investir na fabricação modular para hotéis, locais de trabalho e residências multifamiliares. 

No exterior, a pandemia impulsionou ainda a construção de moradias populares e edifícios médicos em madeira, algo que o Brasil almeja tornar mais frequente um dia. Por enquanto, o que há no país são casos pontuais, como o da startup Brasil Ao Cubo, que em 2020 instalou quatro novos hospitais em 115 dias, utilizando o método offsite de fabricação modular. A empresa também é responsável pela ala anexa ao Hospital M’boi Mirim, na Zona Sul de São Paulo, com 100 novos leitos. O modelo de construção offsite implica em realizar toda a obra dentro da fábrica e apenas transportar o módulo finalizado ao seu destino final. Esse processo apresenta vantagens em relação a padronização dos processos e menor desperdício dos materiais utilizados.  

Atendendo a diferentes demandas tanto em relação às questões ambientais quanto a questões econômicas, a fabricação modular tem um caráter adaptável que condiz com as necessidades dos tempos atuais, proporcionando um novo olhar para a construção civil e para a arquitetura.

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