Obra construída em madeira engenheirada foi destaque na edição 2019 da Premiação IAB

 

Um olhar para o passado urbano de São Paulo através de objeto construído com material apontando soluções para o futuro. Esta foi a proposta da instalação Rever, da arquiteta Marina Portolano, participante da Premiação IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) 2019, que em novembro do ano passado chamou a atenção de quem transitou pelo Espaço Cultural Praça das Artes, no centro da capital paulista.

A estrutura trapezoidal de 3,9 m de comprimento, 0,86 de largura e 2,38 m de altura foi construída com CLT (Cross Laminated Timber) fornecido pela Amata. No interior da obra – uma espécie de luneta – foi instalado um espelho destinado a duplicar a imagem sob seu foco. “A ideia foi criar uma janela que possibilitasse essa mirada, a partir da Praça das Artes, para o outro lado do Vale do Anhangabaú. Metaforicamente, uma janela do tempo que possibilitasse olhar outros períodos históricos de nossa cidade”, diz Marina.

Interativa, a instalação foi apoiada sobre uma estrutura pivotante que permitia ao público mirar as edificações da chamada colina histórica, onde nasceu a cidade de São Paulo, e também movimentar a estrutura para observar as construções do “centro novo”. Um olhar para o passado e para o presente, que se somava ao futuro por meio da própria instalação, toda construída em madeira engenheirada.

Produto com alto desempenho estrutural e menor impacto ambiental do que as técnicas de construção convencionais, a madeira engenheirada ainda influencia aspectos fundamentais de uma obra como prazo, durabilidade e sustentabilidade. “Uma solução para o futuro da construção civil de acordo com as necessidades dos dias atuais”, avalia a autora do projeto.

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