AMATA se retrata sobre multa do IBAMA

03 de fevereiro de 2017 A AMATA é uma empresa florestal brasileira, que foi fundada em 2005, com o propósito de criar a ponte entre a floresta e o mercado consumidor ao disponibilizar madeira 100% certificada¹ pelo Forest Stewardship Council® (FSC®), uma instituição internacional independente, produzida com responsabilidade socioambiental e garantia de origem. Assim, ao oferecer alternativas economicamente viáveis à madeira ilegal cumprimos nosso objetivo original de reduzir o desmatamento de florestas nativas. Nossa madeira vem de florestas plantadas e do manejo de baixo impacto de florestas nativas.

09/03/2017

O manejo de baixo impacto de florestas nativas é operado no estado de Rondônia. Em 2008, vencemos a primeira licitação pública de concessão de florestas federais do Brasil, a Unidade de Manejo Florestal (UMF) 3 da Floresta Nacional do Jamari. Desde então, somos responsáveis pela implantação e operação do manejo sustentável fundamentado na capacidade de recuperação da floresta e segmentado por área de colheita. Em 6 anos de concessão florestal, manejamos 6 áreas, de um total de 25. Por hectare, são colhidas por volta de 3 árvores e preservadas mais de 300. Colhemos somente aquilo que a natureza é capaz de regenerar.

Além da colheita de madeira, nós também a praticamos a atividade de industrialização, ainda na Flona do Jamari, na cidade de Itapuã do Oeste. Temos uma serraria, com alto padrão de saúde e segurança, e uso de tecnologia para ganho de eficiência dos processos. Dentre os sistemas utilizados, temos um código de barras desenvolvido internamente para aumento da rastreabilidade da madeira (como forma de ter um sistema mais seguro do que o exigido por lei), e o sistema SGF, vinculado com o sistema DOF² do IBAMA, que mede o rendimento de cada tora em produto serrado. Através do SGF, nós conseguimos acompanhar nosso saldo disponível em madeira serrada para emissão de DOF, qual a categoria de produtos e qual a espécie.

No dia 27 de maio de 2014, recebemos uma notificação do IBAMA sobre uma carga apreendida no Porto de Paranaguá, no Paraná. A carga continha um material classificado como Sarrafo (abaixo de 10,0cm), porém foram constatadas dimensões de Tábua, com 10,5 cm de largura.

A confusão ocorrida foi fruto de um arredondamento, errôneo e inadmissível, feito automaticamente pelo Sistema SGF que considerou a largura de 10,5cm como 10cm. Mudando, assim, a categoria do nosso produto serrado de Tábua para Sarrafo. Nós possuíamos crédito no sistema SGF para ambas as categorias.

A AMATA, por essência, só pratica atividades completamente legais. Por esta visão de mundo é que nenhum “jeitinho” é tolerado. Admitimos o erro e cumprimos nosso dever financeiro com o IBAMA ao receber a penalidade, mas achamos relevante o comunicado: não houve prática de má fé. Temos a genuína vontade de acertar, sempre. Reconhecemos e aprendemos com os nossos erros.


Garantimos à sociedade e aos órgãos responsáveis que os ajustes necessários foram feitos e este erro não se repetirá. Além disso, reforçamos nosso compromisso e responsabilidade com a preservação da floresta nativa em pé através da atividade de concessão florestal praticada corretamente como forma de valorizar economicamente sua sobrevivência e expansão e está construindo em conjunto com a sociedade ferramentas, processos e metodologias que possam coibir a extração e o consumo de madeira ilegal no Brasil.


¹ FSC-C107027

² Sistema DOF: O Sistema DOF é uma ferramenta eletrônica federal que integra os documentos de transporte florestal federal e estaduais, com o objetivo de monitorar e controlar a exploração, transformação, comercialização, transporte e armazenamento dos recursos florestais. É por meio deste sistema que as empresas emitem eletronicamente o DOF (documento de origem florestal). Em abril de 2007 foi celebrado o Termo de Cooperação Técnica para a Gestão Florestal Compartilhada entre o IBAMA e SMA. A partir desta data, a SMA passou também a gerenciar a movimentação da madeira no estado de São Paulo, sendo possível criar um diagnóstico de comércio e estratégias de fiscalização para combater o consumo ilegal deste recurso natural.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

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