O que é a AMATA?-

Uma empresa do setor florestal que produz e comercializa madeira certificada. Seu modo de atuação está baseado no princípio do contínuo florestal, ou seja, seus produtos vêm de diferentes tipos de floresta: desde o plantio de espécies nativaspinus e eucapito até o manejo de baixo impacto de florestas nativas. Além disso, a AMATA incentiva o uso múltiplo de suas florestas, investe em serviços ambientais e, em breve, investirá em produtos não madeireiros

Quantos funcionários trabalham na AMATA?-

Atualmente a empresa conta com 275 funcionários em sua equipe, sendo:


• São Paulo (Área Corporativa): 31 colaboradores;

• Rondônia (Manejo de Nativas e Indústria): 64 colaboradores;

• Pará/SCA (Plantio de Nativas): 61 colaboradores;

• Paraná (Manejo de Eucalipto e Pinus): 75 colaboradores;

• Mato Grosso do Sul (Plantio de Eucalipto e Pinus): 44 colaboradores 

O que a empresa vende?-

Neste momento, a AMATA comercializa madeira certificada, desenvolvendo soluções a partir desse recurso renovável oriundo de florestas nativas e plantadas. Entre seus produtos estão: a madeira serrada bruta, aplainada e para processo. Além disso, a AMATA pretende comercializar produtos não madeireiros, como castanhas e óleos. Os serviços ambientais também farão parte do portfólio da empresa.

Para quem a AMATA vende?-

A AMATA vende seus produtos para pessoa física, indústria, distribuidores, incorporadoras e construtoras, mestres da madeira (artesãos, carpinteiros e marceneiros), além de arquitetos e designers. Descubra o que a empresa tem de especial para cada um desses públicos na página “Clientes".

 

Quem são os donos da AMATA?-

A AMATA é uma empresa de capital fechado. Sua estrutura acionária é composta por dois fundos de private equity (Fundo Brasil Sustentabilidade, gerido pela BRZ e Latour Capital; e Fundo Brasil FIP Agro, gerido pela BRZ), um banco de investimento (BNDESPAR), uma empresa alemã de investimentos independentes (Aquila) e uma holding (AMATA Investimentos e Participações – AIP).

Quem são os fundadores da AMATA?-

A AMATA surgiu da união de três profissionais: o biólogo Roberto Waack, a designer Etel Carmona e o administrador de empresas Dario Guarita Neto. Com trajetórias distintas, todos já estavam envolvidos com a questão madeireira e tinham como meta construir uma empresa florestal marcada por um modelo de negócios diferenciado, que também se preocupa com as pessoas e o meio ambiente. Saiba mais sobre a trajetória da empresa na página História.

Quem são os concorrentes da AMATA?-

Não há nenhuma empresa no mercado brasileiro exatamente com a mesma proposta de atuação da AMATA, baseada no contínuo florestal. Na realidade, hoje, a maior concorrente da empresa é a comercialização ilegal de madeira. Embora o governo federal tenha, desde 2005, endurecido o combate ao desmatamento ilegal, as ferramentas de controle ainda geram muita burocracia e deixam brechas para agentes oportunistas. Assim, a madeira produzida de forma sustentável no Jamari compete no mercado com uma madeira falsamente legal produzida por meio de um custo operacional até 60% menor.

Clique aqui e entenda melhor o posicionamento da AMATA sobre esse assunto.

A AMATA faz manejo de nativas ou planta eucalipto?-

A empresa realiza os dois tipos de operação. O modelo de atuação da AMATA se baseia no princípio do contínuo florestal, ou seja, seus produtos vêm de diferentes tipos de floresta: desde o plantio de espécies nativas, pinus e eucalipto até o manejo de baixo impacto de florestas nativas.

Quantos hectares de floresta a AMATA possui e onde eles estão?-

Atualmente gestiona 113.687 hectares de floresta.

  • 46.184 ha estão localizados na Floresta Nacional do Jamari, em Itapuã do Oeste (RO), e fazem parte das operações de manejo de baixo impacto em florestas nativas. 
  • 18.411 ha estão em Castanhal (PA), Paragominas (PA) e Ipixuna (PA), nas áreas de plantio de espécies nativas da AMATA.
  • As áreas de plantio de espécies exóticas (eucalipto e pinus) para uso múltiplo estão divididas em dois estados:  A região de Três Lagoas (MS) e Água Clara (MS) possui uma área de 22.805 ha, totalmente plantada com eucalipto. Já as florestas na região de Itaperuçú (PR), possuem uma área de 26.287 ha com plantios de pinus e eucalipto.

Quantos hectares são efetivamente para plantio?-

Dos 113.687 hectares de floresta da AMATA:

18.411 hectares estão localizados em fazendas de plantio de espécies nativas, distribuídos nos municípios de Castanhal (PA), Paragominas (PA) e Ipixuna (PA). Desse total, apenas 3.352 hectares são efetivamente usados para plantio, o restante destina-se a Reserva Legal, Áreas de Preservação Permanente (APP) e infraestruturas. Em média, apenas uma extensão entre 20 e 50% de cada propriedade é utilizada para plantações.

22.805 hectares estão localizados em fazendas de plantio de eucalipto, nos municípios de Três Lagoas (MS) e Água Clara (MS). Desse total, 13.297 hectares serão efetivamente usados para plantio, o restante destina-se a Reserva Legal, Áreas de Preservação Permanente (APP) e infraestruturas.

Nos 26.287 hectares nas fazendas com plantio de espécies exóticas - pinus e eucalipto, da região de Itaperuçú (PR), 12.140 hectares serão efetivamente utilizados para plantio. Existe nesta região plantios que vem desde 1989 até a presente data.

Nos 46.181 hectares da área de manejo florestal de baixo impacto, localizada em Itapuã do Oeste (RO), não é feito plantio comercial.

Quantos hectares são colhidos?-

Os plantios de espécies nativas da AMATA são muito jovens, têm entre um e quatro anos. Por isso, ainda não se realiza colheita nessas propriedades. No entanto, na área de manejo florestal sustentável, a empresa colhe aproximadamente 21.000 m³ de madeira por ano, em dimensões que variam de 1.500 a 1.900 hectares, as quais correspondem a 1/25 da área total de manejo.

Nos plantios de pinus e eucalipto no Paraná, a média anual de volume colhido prevista para o próximo triênio (2014, 2015 e 2016) é de 107.000 m³, sendo 31.500m³ de Eucalyptus e 75.500 m³ de Pinus. Em relação aos hectares colhidos, nos próximos anos a média de área de Eucalyptus é de 535 ha e de Pinus 2.070 ha.

Quais espécies a AMATA planta?-

A AMATA planta cerca de 50 espécies de árvores nativas e exóticas. Entre elas estão: Eucalipto, Pinus, Paricá, Açaí, Acapu, Andiroba, Ingá, Ipê-amarelo, Jucá, Mamorana, Jatobá, Jacarandá, Pupunha, Paineira, Seringueira, Tambori e Urucum.

Depois de cortar as árvores a AMATA as replanta?-

Sim. Nas áreas de plantio de espécies nativas, após a colheita e a retirada da madeira um novo plantio é realizado em todo o espaço que se torna disponível. Durante a operação de manejo de baixo impacto não é necessário o plantio, pois a floresta se regenera naturalmente. Além disso, a AMATA faz o monitoramento desse processo. Caso seja necessário, são feitos tratos silviculturais e plantios para acelerar a recomposição da floresta.

A AMATA vende crédito de carbono?-

Não. A AMATA investe nos serviços ambientais e pretende ampliar seu portfólio em relação a esse tipo de produto. No entanto, atualmente, o trabalho da empresa nesse sentido é a recuperação de áreas degradadas na Floresta Amazônica em parceria com a Svenska Cellulosa Aktiebolaget (SCA), uma das maiores empresas florestais de papel e celulose da Europa. A meta é plantar, até 2022, 11 milhões de mudas. 

Ela faz consultoria?-

Não. A AMATA é uma empresa que produz e comercializa madeira certificada.

A AMATA corta árvores centenárias?-

Sim. O corte de árvores nativas com vários anos de vida integra o manejo de baixo impacto. Mas, como o próprio nome diz, trata-se de uma forma de manejo que respeita a capacidade da floresta de se regenerar. Entenda como funciona essa operação na página Manejo de baixo impacto.

Qual a produção anual da AMATA?-

Na operação da Flona do Jamari, onde é realizado o manejo de baixo impacto, são colhidos cerca de 21.000 m³ de tora por ano, oriundos de diversas espécies. As operações no Pará, onde são plantadas espécies nativas, e a operação no Mato Grosso do Sul ainda não estão em fase de corte.

Nos plantios de pinus e eucalipto na operação do Paraná, a média anual de volume colhido prevista para o próximo triênio (2014, 2015 e 2016) é de 107.000 m³, sendo 31.500m³ de Eucalyptus e 75.500 m³ de Pinus. Em relação aos hectares colhidos, nos próximos anos a média de área de Eucalyptus é de 535 ha e de Pinus 2.070 ha.

 

 

Qual é o seu lucro?-

A atual fase da AMATA, prevista em seu plano de negócios, é de investimento. A empresa trabalha para formar seus ativos florestais ao longo dos próximos anos. Sendo assim, seus gastos ainda são maiores do que o retorno financeiro de seus respectivos produtos.

 

A AMATA possui fábrica?-

A primeira serraria da empresa foi adquirida em 2012 e está instalada no município de Itapuã do Oeste, em Rondônia. Atualmente, 41 pessoas trabalham no local, cuja capacidade de processamento é de 21.000 m³ de tora por ano. A intenção da AMATA é avançar cada vez mais na cadeia produtiva, chegando a comercializar diversas soluções em madeira, móveis e objetos. Para isso, atua no desenvolvimento de parcerias e projetos especiais.

 

Onde posso comprar madeira da AMATA?-

Há 2 maneiras de adquirir madeira da AMATA. A primeira é entrar em contato com a área comercial pelo telefone (11) 3054-3551 ou pelo e-mail comercial@amatabrasil.com.br. Ou você pode agendar uma visita a nossa madeiraria, localizada na Avenida Rosa Belmiro Ramos, n. 229, em Valinhos, pelo mesmo telefone.

O que quer dizer madeira legal? É diferente de madeira certificada?-

A madeira legal possui garantia de origem cedida pelo órgão ambiental competente. No entanto, há uma grande dificuldade no setor florestal: existem meios que concedem, ilegalmente, status de legal a uma madeira que não possui tal origem. O sistema de controle do governo federal tem deficiências, uma delas é a falta de fiscalização das informações contidas no Documento de Origem Florestal (DOF). Para entender melhor esse assunto e conferir o posicionamento da AMATA a respeito, clique aqui.

A madeira certificada, por sua vez, além da garantia de sua origem, cuja legalidade é verificada profundamente pelo organismo certificador, possui boas práticas ambientais e sociais integradas a sua cadeia produtiva. Os benefícios oriundos de tal fato avançam até os limites da floresta na qual ela tem origem, atingindo seu entorno de forma positiva e trazendo resultados a longo prazo.

Como o consumidor pode ter a certeza de que está comprando madeira certificada?-

A madeira certificada possui selos que a identificam. Algumas das certificações reconhecidas por sua idoneidade são os selos Forest Stewardship Council® (FSC) e o Cerflor, ambos garantem que a madeira é proveniente de uma área onde a extração é permitida, que a mão de obra usada para o corte não é escrava nem infantil e que o transporte também é legalizado, entre outras exigências feitas às empresas.

O que é FSC®?-

O Forest Stewardship Council® (FSC) – Conselho de Manejo Florestal, em português – é uma organização independente criada no início da década de 1990, não governamental, sem fins lucrativos e cujo intuito é contribuir para a promoção do manejo florestal responsável ao redor do mundo. O FSC tem sede em Bonn, na Alemanha, e está presente em mais de 70 países, dentre eles o Brasil. A iniciativa brasileira foi formalizada em 2001 e o escritório do FSC Brasil localiza-se em São Paulo.

O que é o manejo de florestas?-

É a administração dos recursos florestais com o objetivo de obter benefícios econômicos e sociais, respeitando os mecanismos de sustentação do ecossistema. Para a AMATA, que trabalha com o princípio do contínuo florestal, é preciso considerar os três tipos de florestas no processo de manejo.

Em um extremo, se encontram as florestas permanentemente preservadas, como as reservas naturais públicas, os parques ecológicos, educativos e turísticos. No outro extremo, estão as plantações homogêneas em grande escala, por exemplo, os eucaliptais e pinhais. São os chamados manejos de alto impacto. Entre esses extremos, existem os manejos de impacto reduzido, como as plantações de árvores nativas, os manejos seminaturais em florestas temperadas, os seringais e castanhais, as florestas extrativistas e as áreas de manejo florestal sustentável.

Apesar de não ser possível estabelecerem-se linhas divisórias entre os tipos de florestas, cada grupo tem um conjunto de produtos e serviços potencialmente mais explorado. Em áreas de preservação permanente, obtêm-se de modo fundamental serviços ambientais. Nas áreas de manejo de baixo impacto, além desses serviços, é possível realizar explorações madeireiras e não madeireiras. Já dos manejos florestais sustentáveis se originam as madeiras nobres usadas para móveis, pisos e construção. Os manejos de alto impacto ou, mais especificamente, as plantações, são voltadas de maneira prioritária à obtenção de madeira para painéis, fibras e energia. 

O que é plantação de floresta nativa?-

Significa plantar em determinada área somente aquelas espécies de árvores que são naturalmente daquela região. Por exemplo, a AMATA planta Paricá, Açaí, Acapu, Andiroba, entre outras espécies em suas fazendas no Pará. Essas árvores são específicas da região onde as propriedades estão localizadas. Apenas 7% dos plantios comerciais no Brasil são feitos dessa forma. Saiba mais sobre esse assunto na página Plantações – espécies nativas

O que é o manejo florestal sustentável?-

É uma forma de atuar em florestas nativas aliando a eficiência econômica, a responsabilidade socioambiental e a adequação à capacidade da mata de se regenerar. Confira mais informações e um passo a passo sobre esse processo na página Manejo de baixo impacto.

O que é uma concessão pública?-

A concessão florestal pública é o processo pelo qual a Federação concede, de forma sustentável, o direito sobre a colheita de produtos florestais madeireiros e não madeireiros de florestas públicas a empresas privadas, ONGs ou associações comunitárias por meio de licitação pública. Em contrapartida, os concessionários assumem compromissos associados ao manejo responsável da área, além de pagarem ao governo quantias que variam em função da proposta apresentada durante o processo de licitação das áreas.

Como a AMATA lida com os impactos ambientais de suas atividades?-

Primeiro, a AMATA identifica quais são os impactos de suas operações. Feito isso, a providência padrão é tentar evitá-lo, alterando o processo operacional. Quando isso não é possível, a alternativa é encontrar formas de reduzir a amplitude de seu efeito. As melhores práticas oriundas desse processo passam a fazer parte dos procedimentos operacionais da empresa, funcionando como um guia para atuação dos colaboradores em campo.

Como a AMATA lida com os impactos sociais de suas atividades?-

A AMATA realiza diagnósticos socioeconômicos e ambientais nos municípios e comunidades onde atua. Mantem o relacionamento diário com as comunidades localizadas em sua área de influência por meio das visitas dos agentes socioambientais e utiliza métodos analíticos e participativos para a avaliação de seus impactos operacionais. Sempre que há um possível impacto, a equipe se reúne com representantes da comunidade local e elabora junto deles um plano de ação para prevenção, mitigação e monitoramento dos efeitos de suas operações.

O que significa sustentabilidade para a AMATA?-

Para a AMATA, a sustentabilidade faz parte do negócio e de suas relações. Constitui um jeito de fazer, uma forma de gestão e geração de valor para todos os envolvidos na sua cadeia. Os aspectos sociais, ambientais e econômicos são considerados em todas as decisões da empresa e são geridos de forma integrada por meio de um sistema de indicadores.

Quais os benefícios sociais e ambientais gerados pela operação da AMATA?-

A operação da AMATA busca gerar benefícios sociais e ambientais, como:

  • A diminuição do êxodo rural por meio da contratação de trabalhadores locais
  • A movimentação da economia dos municípios do entorno por meio da priorização de contratação de fornecedores locais em atividades de menor risco para o empreendimento
  • O desenvolvimento local de economias florestais, como coleta de sementes, produção de mudas e manejo de produtos florestais não madeireiros.
  • A divulgação e propagação de tecnologias florestais, por exemplo, os sistemas agroflorestais. Uma forma de contribuir com o múltiplo uso da floresta e a mudança de paradigma da pecuária extensiva.
  • A preservação ambiental

Quais espécies a AMATA comercializa?-

A AMATA comercializa espécies nativas, pinus e eucalipto. Seu portfólio atual conta com 28 espécies. Confira as características de todas elas na Xiloteca.

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