Principais desafios do reflorestamento comercial com espécies nativas

A tecnologia voltada ao melhoramento genético é fundamental para minimizar os desafios do reflorestamento comercial com nativas

Por André Ferreira André Ferreira 22/04/2015

O reflorestamento com espécies nativas com finalidade comercial é o principal foco da operação da AMATA no Pará. Hoje, no estado, possuímos mais de quatro mil hectares reflorestados, predominantemente com paricá, espécie nativa da região amazônica. São mais de sete milhões de árvores já plantadas desde 2008.

A atualização das técnicas de reflorestamento no Brasil é constante, e evolui graças aos desafios superados e técnicas aperfeiçoadas ao longo dos anos. O melhoramento genético também tem papel fundamental nesse desenvolvimento. O plantio de eucalipto, por exemplo, usufrui diretamente desses avanços.

Já o plantio comercial com espécies nativas, principalmente utilizando o paricá em monocultura, todo o desenvolvimento é consideravelmente menor e muitas vezes nem existe - o que aumenta a dificuldade na operação.

Esses desafios foram identificados na operação da AMATA no Pará em relação ao controle da matocompetição e combate à praga, por exemplo. A superação e aprendizado da melhor forma de agir vieram da própria curva de aprendizagem da operação.

A tecnologia voltada ao melhoramento genético é fundamental para minimizar os desafios do reflorestamento comercial com nativas. Investimentos nessa área são fundamentais para que, daqui alguns anos, tenhamos uma base de dados bem estruturada e florestas mais evoluídas em termos de crescimento e homogeneidade.

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