Atividades de Manutenção das Florestas

O trabalho realizado pela equipe de operações paraense da AMATA estabeleceu novos parâmetros para a manutenção das florestas de paricá. Por Carlos Nunes Júnior, supervisor de operações Pará da AMATA.

Por AMATA AMATA 23/04/2018

Em suas fazendas no Pará, a AMATA realiza, predominantemente, o plantio de Paricá, uma espécie nativa que pode ser utilizada como madeira sólida e para processo. Como em toda área de plantio de monocultivo, plantas invasoras são uma ameaça à produtividade da espécie cultivada. No caso dos Paricás, a crescente infestação de plantas daninhas gera competição por nutrientes e radiação solar, podendo afetar o crescimento das árvores.

A equipe de operações da AMATA no Pará, porém, notou a diminuição na vegetação invasora após o terceiro ano de plantio. O método adotado até o momento da avaliação, era de uma limpeza anual em todas as fazendas e, a partir dessa observação, foi realizado iniciado o processo de investigação para melhor compreender a necessidade de controle das plantas invasoras em plantio de Paricá Schizolobium parahyba var. amazonicum (Huber x Ducke) Barneby. A avaliação foi realizada a partir de três pilares: uma análise acadêmica, análise das atividades de outras empresas que também possuem plantio de Paricás e a avaliação de dados internos da AMATA.

A pesquisa acadêmica foi realizada em parceria com a Universidade do Estado do Pará e contou com a participação do Prof. Dr. Osmar Aguiar, que  visitou as fazendas e emitiu um parecer sobre a necessidade de intervenção da matocompetição. Um importante aprendizado dessa etapa, é  que, segundo o professor, a presença de vegetação secundária é fundamental para o desenvolvimento do Paricá a partir do terceiro ano de cultivo, servindo como nutrientes para o crescimento da árvore.

Para a análise de empresas com atuação semelhante, os membros do time da operação do Pará, liderado por Carlos Nunes Júnior, supervisor da área,  buscou  três empresas que possuem plantios de Paricá, em que o manejo do Paricá era realizado de formas diferentes. Das três empresas analisadas, duas faziam limpezas anuais e uma realizou limpezas apenas até o terceiro ano de plantio. Uma comparação do volume comercial, evidenciou que não havia muita disparidade na produção das três empresas.

A última etapa, a análise dos dados, comparou dados volumétricos e da matocompetição entre talhões que não foram limpos no período de um ano com os talhões que receberam a limpeza. “A gente fazia uma limpeza por ano em todas as fazendas, esse projeto evidenciou que a solução de limpezas pontuais, em pontos críticos identificados por parâmetros de avaliação, seriam melhor para a produção”, explicou Carlos Nunes, “depois do terceiro ano, não faz diferença significativa realizar a limpeza, o que possibilita a redução de custos”, concluiu.

Com os resultados em mãos, o próximo passo foi elaborar e executar um novo plano de manutenção de florestas, em que pontos críticos dentro das fazendas são mapeados e priorizados de acordo com a capacidade da equipe, sempre priorizando a limpeza de áreas com cipó e o combate à formigas. Equipes de limpeza mecanizadas serão utilizadas somente em áreas de colheita com vegetação adensada. Este novo processo apresenta uma série de oportunidades para a AMATA, como a redução de custos com a manutenção das florestas, maior flexibilidade para mobilizar a equipe operacional e uma melhoria na gestão dos recursos e pessoas.  A projeção é de até 18% na redução nos gastos na linha de limpeza até o fim deste ano.

Comparada com outras espécies, não há tanta informação sobre o Paricá e outras espécies nativas da floresta Amazônica. O trabalho realizado pela equipe de operações paraense da AMATA é essencial para aumentarmos o entendimento sobre esta espécie e valorizarmos as árvores brasileiras.

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