“A gente trabalha de maneira certificada”

Patrick Reydams, gerente da AMATA, fala sobre o processo de recertificação e os desafios para acabar com a retirada ilegal de madeiras

Por AMATA AMATA 24/10/2017

Recentemente, a AMATA passou por um processo de recertificação feito pela FSC, uma ONG conceituada mundialmente que certifica as operações relacionadas à madeira. “Passam por análise nove princípios, divididos em 214 indicadores de manejo e 25 na indústria”, relata Patrick Reydams, Gerente Regional de Operações de Rondônia e Pará. Reydams acompanhou todo o processo, que aconteceu nas últimas semanas.

A recertificação feita pela FSC ocorre a cada cinco anos. Porém, todo ano alguns setores são avaliados. “A empresa que tem esse selo cumpre com toda a questão legal, inclusive de cuidar do entorno da floresta”, explica.

Absolutamente tudo é visto com uma lupa. A maneira como se maneja a floresta, o impacto, materiais usados. Se estão respeitando a legislação, se o solo está sendo contaminado, o grau de dano na floresta, entre outros pontos. “Eles analisam, inclusive, se estamos cumprindo a legislação trabalhista e se os terceiros têm o mesmo tratamento dos nossos funcionários”, completa. O certificado é muito importante pois traz segurança para todos os envolvidos. “Na recertificação você não conta com a sorte. Só passa quem está bom de fato”, ressalta Patrick.

E o processo que aconteceu recentemente mostrou que a AMATA já está, de fato, mais certificada do que nunca. Reydams explica que, em outros momentos, a empresa se preparava com afinco para receber os técnicos. Dessa vez não foi assim. “O grande marco desse ano foi que não houve nenhuma preparação prévia. Mudou a chave do Jamari. Antes trabalhava para certificar, agora trabalha de maneira certificada. Essa cultura já está internalizada na empresa”.

Desafios

Apesar do saldo positivo, AMATA enfrenta um problema sério na região. O FSC destacou uma  não-conformidade na recertificação – algo semelhante a uma “falta”. “Têm alguns madeireiros ilegais que estão explorando a floresta. Informamos o Ibama, Polícia Federal, todo mundo. Entramos com ação no Ministério Público. Mas eles não estão tomando ações efetivas para evitar isso”, conta Reydams.

O problema vem desde o ano passado e AMATA tem feito tudo o que é possível para resolver. “Não temos poder de polícia. Não é nosso papel colocar pessoas armadas para vigiar a floresta. Não queremos ter a responsabilidade para atirar em alguém. Esse é papel dos órgãos de controle. E são eles que nós buscamos para ajudar”, comenta.

A atividade de retirada ilegal de madeira é tradicional nessa região e essa prática acaba sendo fonte de renda para muitas famílias. Por isso, Patrick ressalta a importância de ações sociais para mostrar outros caminhos. “Precisamos ajudar essas pessoas e acabar com a prática ilegal”.

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